quarta-feira, fevereiro 06, 2008

«Patricia, a dignidade mapuche»

No Carta Maior: "Patricia Troncoso, conhecida como "La Chepa", é auxiliar de uma escola de crianças, no sul do Chile. Estudou teologia no Instituto de Ciências Religiosas da Universidade Católica de Valparaiso. Por suas origens mapuches, aproximou-se dessas comunidades, buscando suas próprias raízes, primeiro na zona do Alto Bío-Bío e depois fazendo parte da Coordenadora Arauco-Malleco (CAM), na cidade de Traiguén. Sofreu o primeiro processo em Outubro de 2002, acusada, juntos com dois outros dirigentes mapuches, de incêndio de uma fazenda, tendo sido absolvida. Dois meses depois, sofreu um novo processo, acusada de ser membro da CAM, organização mapuche colocada na ilegalidade – em pleno regime "democrático" pós-pinochetista -, por ser considerada uma "associação ilícita terrorista". Depois de dois outros processos, Patricia foi novamente declarada inocente, além de que houve retratação por ter sido perseguida como membro da CAM. Mas um novo processo, em 2004, condenou-a por "incêndio terrorista" da fazenda Poluco Pidenco da Forestal Mininco, a 10 anos de prisão junto a outros seis dirigentes mapuches, pela Lei de Segurança Interior do Estado e pela Lei Antiterrorista, criada pela ditadura de Pinochet e retomada pelo governo socialista de Ricardo Lagos." [notícia completa]

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Mapuche Não lhes toquem na terra

No PÚBLICO: "O povo que mora para lá do Bío Bío, a caminho do fim do Chile, não gosta que lhe toquem na terra. E quando isso acontece há problemas. Há séculos que é assim, desde os incas. E continua a ser, hoje, com os winkas, como chamam aos brancos, e as suas pistas de aterragem, barragens, fome de ferro e madeiras preciosas. Por isso, Janeiro foi um mês infortunado para os índios mapuche. Por Fernando Sousa

Os mapuche respiraram de alívio quando souberam no fim de Janeiro que a sua mais recente heroína, Patrícia Troncoso, 37 anos, desistira da greve da fome e vergara o Estado chileno. Acabava em bem uma batalha de 112 dias, com algum espaço nos media locais e alguns de fora - um pequeno intervalo numa luta que tem centenas de anos e se vai agudizar neste e nos próximos.
Tudo começou quando "La Chepa", como os companheiros a tratam, condenada a dez anos de prisão por "terrorismo", disse que não voltaria a comer enquanto não revissem a sua sentença, melhorassem as condições de detenção de outros presos e ouvissem o que tem a dizer sobre os direitos do seu povo. Isso foi no dia 10 de Outubro e ninguém em Santiago lhe ligou. Desde então perdeu 30 quilos e só não morreu porque, no hospital de Chillán, no centro Sul do país, onde foi internada, as autoridades a alimentaram à força através de tubos e a Igreja Católica intercedeu.
Patrícia Troncoso, uma antiga estudante de Teologia, foi julgada duas vezes por terrorismo, sob leis feitas pela ditadura de Augusto Pinochet, uma por pertencer a uma organização de direitos mapuche, a Coordenadora Arauco-Malleco (CAM), ilícita, e sempre absolvida. Mas a terceira vez que foi a tribunal, acusada do incêndio de uma área indígena entregue a uma empresa madeireira, a Mininco, acabou condenada.
O episódio fechou em bem quatro semanas que abalaram a Araucanía, a região com mais população original. O pico desses dias infernais foi a morte de Matias Catrileo, 22 anos, membro da CAM, abatido a tiro por carabineiros, diz-se que pelas costas, quando tentava com outros companheiros ocupar a fazenda de um agricultor na comuna de Vilcún, 670 quilómetros a sul de Santiago. Em dois outros incidentes, grupos de cara escondida e armados atacaram e queimaram camiões de madeireiros e cercaram um posto policial onde pensavam que estavam companheiros detidos.
Alguém que ouça os índios
A luta dos mapuche - e também dos aymara, rapa ni, likarantay, quechuas, colas, diaguitas, kawashkar, selkmans - é como a de outros povos do continente. Exigem o que sentem que é seu, em primeiro lugar a terra, ou pelo menos serem ouvidos em tudo que se relaciona com ela. Os winkas, como chamam aos brancos, chegam e fazem o que querem, desviam rios, fazem barragens, estendem linhas de alta tensão, constroem aeroportos e estradas onde entendem, cortam árvores, exploram minas, poluem lagos. Inundam zonas sagradas, alagam cemitérios. E pelo meio abrem ou exploram divisões entre o grupo.
Uma das regiões em tumulto é a comuna de Panguipulli, província de Valdívia, rica em recurso naturais, para onde estão pensados sete megaprojectos hidroeléctricos. Os rios ameaçados, entre outros, são cinco, mais uma série de lagos e uma muito rica biodiversidade. Os habitantes acham que vai haver um "massacre ambiental". E por arrasto prejuízos numa das actividades com que ainda convivem bem: o turismo.
Outra é o aeroporto que o Governo pretende construir em Temuco, na IX Região. A ideia é tê-lo pronto com outras obras no bicentenário da independência, em 2010. O terminal terá um edifício de 5 mil metros quadrados e uma pista de 2440 metros, que poderá ser ampliada até aos 3200. A obra é apresentada como essencial para a dinamização da região. Mas os mapuche não vão ganhar nada com isso, bem pelo contrário.
A comunidade local, cerca de 5 mil pessoas, não está para sofrer com o barulho dos boeings ou a respirar os gases dos motores, acusando as autoridades de não terem feito todos os estudos ambientais necessários para avaliar os reais impactos económicos, sociais e culturais da construção. E a alcaide da zona disse que os indígenas "vão ter de fazer as cerimónias religiosas com aviões a passarem sobre as cabeças".
Na VIII Região, na zona do lago Lleu Lleu, o problema é uma empresa mineira. Os mapuche já tinham aqui um contencioso com madeireiros. Agora é com mineiros, em busca de ferro e magnetite. Temem que a exploração, no interior da Área de Desenvolvimento Indígena, comprometa as águas. Dizem ainda que o chão a ser esburacado é território "sagrado".
A zona é velha em conflitos. Ali se lutou entre 1860 e 1925. "Em 1935 entregaram a terra aos mapuches. O cerro Treng Treng é sagrado. É aí que pedimos à natureza que cuide de nós. Os nossos antepassados lutaram para conservar a sua cultura. Não há dinheiro que possa pagar isso", protestou Martiniano Nahuenthual nas páginas de um semanário do lugar, o Punto Final.
Bom, e o Parque Pumalín - o famoso Parque Pumalín. A região, de cerca de 270 mil hectares, pertence a um multimilionário norte-americano. Mas o problema não é ele, Douglas Tompkins, que aliás adquiriu a zona para a preservar de atentados. O problema é a Transelec, que se prepara para plantar torres e estender cabos ao longo de 2 mil quilómetros de florestas e bosques primitivos. A rota foi definida na sequência de discussões com o proprietário, que não terá conseguido garantir a inviolabilidade de todo o percurso. Os trabalhos vão começar em 2009.
O parque, adquirido para se tornar um santuário da natureza, constitui o arquétipo dos conflitos ambientais no país, pois mostra o confronto ideológico que ocorre ali em matéria ecológica, diz Marcel Claude, economista da Universidade do Chile. A discussão traz frente a frente os partidários do projecto modernizador, a maior parte do Governo e a direita política e económica, por um lado, e um conjunto muito heterogéneo de cidadãos que defendem a necessidade de reorientação do modelo de desenvolvimento, por outro. Isto é, entre os defensores do neoliberalismo e os que têm uma cosmovisão do espaço ameaçado.
Alguém que ouça a ONU
Assim acabou 2007, um ano em que o Estado chileno fez pouco ou nada pela nação mapuche, diz José Aylwin, director do Observatório de Direitos Indígenas. No plano jurídico, tem a seu crédito o voto positivo que deu à declaração dos direitos dos Povos Indígenas, adoptada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Setembro. Mas foi tudo. O Senado não ratificou o Convénio 169 da OIT, que espera a sua aprovação desde 1991. O diploma reconhece aos povos indígenas direitos colectivos, como a participação e a autonomia, a terra, o território e os recursos naturais. E o Congresso recebeu um novo projecto de reforma constitucional onde se dispõe que a nação chilena é "multicultural" e se reconhece a existência dos povos originários que habitam no território, e o seu direito a conservar, desenvolver e fortalecer a sua identidade, idiomas, instituições e tradições sociais e culturais, mas a sua aprovação é duvidosa.
Assim acabou 2007 e assim vai ser em 2008, prevê Aylwin, que diz ainda que o Estado não só não ouve os mapuche como não ouve o Comité de Direitos Humanos da ONU, que em Março pediu a Santiago que ponha termo à violência policial sobre as suas minorias, consulte os indígenas sobre os projectos previstos para os seus territórios, modifique a lei antiterrorista e respeite os direitos dos povos autóctones, o mundo de coisas que levou Patrícia Troncoso a tribunal e à prisão, e quase à morte." [artigo integral]

Os «primeiros guerrilheiros» da América Latina

"Muito combativos, os índios mapuche resistiram primeiro aos incas, depois à Espanha e desde o século XIX à oligarquia chilena

Uma nação é um conjunto de indivíduos ligados por uma comunhão de cultura e tradições, uma história, às vezes pela raça ou a língua, mas quase sempre por uma ligação forte a uma terra. É o que são os mapuche, uma palavra feita de duas, "mapu", que é terra, e "che", que é homem, que segundo o censo de 2002 serão 604.349 pessoas, ou 87 por cento da população originária chilena, organizados nas comunidades huenteche, huiliche, labfquenche, nagche e peahuenche, espalhadas pelas províncias de Bío Bío, Cautin, Malleco, Osorno e Valdívia, situadas na extremidade meridional do Chile, e puelche, esta na vizinha Argentina. Cerca de 30 por cento vive na região da Araucanía.
O combate que estes "primeiros guerrilheiros da América Latina", como lhes chamou Luís Sepúlveda, travam pela sua terra tem séculos. Muito combativos, resistiram aos incas, depois à Espanha e desde o século XIX à oligarquia chilena. Em 1641, pelo acordo de Quilin, foram expurgados de 30 milhões de hectares de território, incorporados no Chile colonial, e empurrados para Sul do Bío Bío, o grande rio, uma espécie de no man"s land, fronteira natural.
E nunca mais houve paz, senão por curtos instantes. Habitantes indesejados de solos ricos, viram-nos ocupados pelos militares em 1881. Ao genocídio, a historiografia oficial chilena chama eufemisticamente a "pacificação da Araucanía". Durante o Governo da Frente Popular, entre 1938 e 1941, e o da Unidade Popular, de Salvador Allende, de 1970 a 1973, respiraram fundo. Mas em 1974, a ditadura militar de Augusto Pinochet expurgou-os de 300 mil hectares atribuídos pela reforma agrária do regime anterior, para os concederem ou venderem a empresas madeireiras ou mineiras, ou antigos latifundiários.
Em 1999, no pico de uma violenta onda de repressão, o presidente da Corporação Chilena da Madeira, José Ignacio Letamendi, declarava categoricamente: "Sob nenhum pretexto, e quaisquer que sejam as circunstâncias, não entregaremos a terra aos mapuche, que são incapazes de a cultivar." (Le Monde Diplomatique, Novembro de 1999)
Já no Chile democrático, os governos da Concertação, formado por democratas-cristãos e socialistas, não fizeram senão modificar a estrutura da propriedade agrária favorecendo a implantação de empresas madeireiras ligadas a capitais internacionais. As leis, mesmo agora com a Presidente socialista Michelle Bachelet, desconhecem no essencial a sua realidade e os seus problemas. No trato com os que protestam, os tribunais aplicam a lei antiterrorista de Pinochet e os detidos considerados "terroristas". E a linguagem e os métodos dos carabineiros chilenos continuam a ser os mesmos dos anos de chumbo - tratam-nos por "porcos", "cães", "índios de merda" ou "filhos da puta de índios" (Le Monde Diplomatique), ou atiram a matar como no caso de Matias Quezada." [artigo integral]

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Austrália pedirá desculpas a aborígenes

No Globo Online: "O governo australiano anunciou nesta quarta-feira que fará seu primeiro pedido formal de desculpas à população aborígene por injustiças cometidas no passado. De acordo com a ministra australiana de Assuntos Indígenas, Jenny Macklin, o pedido de perdão foi marcado para o primeiro dia de atividades do novo Parlamento do país, no dia 13 de fevereiro. Segundo Macklin, o pedido formal é uma prioridade do novo governo e vai representar um novo começo nas relações entre povos aborígenes e o resto da população." [notícia completa]

terça-feira, janeiro 29, 2008

Chile: graças à mediação eclesial, finaliza jejum da activista mapuche

No ZENIT: "RANCAGUA, terça-feira, 29 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Com uma declaração titulada «Obrigado pela vida», o bispo Alejandro Goic, de Rancagua (Chile), e presidente da Conferência Episcopal (CECh) do país anunciou o fim do jejum da activista mapuche Patricia Troncoso, segundo informava ontem este organismo em seu site. A ativista Troncoso foi condenada a 10 anos de prisão pelo incêndio de um bosque na região da Araucanía, a partir dos protestos do povo mapuche por recuperar terras que consideram ancestrais. Na declaração «Obrigado pela vida», Dom Alejandro Goic pede generosidade para evitar novas situações de violência em terras mapuches. «Qualquer polarização, longe de procurar soluções e acordos, os atrapalha», afirma." [notícia completa]

Austrália fará pedido formal de desculpas aos aborígenes

Na AnsaLatina: "SIDNEY, 29 JAN (ANSA)- A Austrália pedirá desculpas aos aborígines de seu território pelo que sofreram durante a denominada "geração roubada", ainda que isso não signifique abrir o caminho aos pedidos de indemnizações. O primeiro-ministro australiano Kevin Rudd esclareceu hoje a posição do governo trabalhista, anunciando para a inauguração do Parlamento, em 12 de Fevereiro, um discurso com as desculpas formais que serão apresentadas aos aborígines. "Não queremos abrir fundos de ressarcimento. Nossa intenção é colocar a base de uma ponte que una os australianos indígenas aos não indígenas. Logo poderemos trabalhar para cobrir as diferenças existentes entre os dois grupos nos campos da educação e da saúde", declarou." [notícia completa]

domingo, janeiro 27, 2008

POLICIAIS PRENDEM 36 MAPUCHES EM DESALOJAMENTO DE IGREJA

Na Ansalatina: "SANTIAGO DO CHILE, 27 JAN (ANSA) - Trinta e seis pessoas foram presas após policiais retirarem seis grevistas que ocupavam desde quarta-feira as instalações da catedral de Concepción, 500 quilómetros ao sul de Santiago, em apoio à activista mapuche, Patrícia Troncoso. Os seis activistas de origem indígena serão formalizados pelo Ministério Público pelo crime de usurpação de local físico." [notícia completa]

sábado, janeiro 26, 2008

Terceiro caso de suícidio indígena choca Mato Grosso do Sul

No Última Hora News: "Mais um indígena cometeu suícidio esta semana no Mato Grosso do Sul. Este é o terceiro caso, em menos de uma semana e mais um aviso de alerta sobre a degradante situação vivida pelos indígenas. Depois que a situação dos índios brasileiros ganhou proporções internacionais, devido aos constantes escândalos que forraram os noticiários, e que não podiam mais ser escondidos pelos representantes dos governos, os mesmos resolveram que era preciso adoptar atitudes que ao menos amenizassem suas condições. Entretanto o Brasil é um país recheado de problemas e, no caso dos índios, quando o problema deixou de fazer parte do catálogo da displicência, passou a fazer parte do catálogo da incompetência." [notícia completa]

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Federação internacional de Direitos Humanos apóia ativista mapuche no Chile

Na AFP: "SANTIAGO (AFP) — A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) manifestou nesta quinta-feira indignação com a situação de uma activista mapuche chilena que mantém longa greve de fome em protesto contra a pena a que foi condenada com base na lei antiterrorista. O caso da activista Patricia Troncoso, há mais de 100 dias em greve de fome, motivou uma série de manifestações no Chile, entre elas a ocupação da sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Santiago nesta quinta-feira. "É indigno ver que apesar desta pessoa está morrendo, o governo continua menosprezando-a, a ela e a seu povo, e legitimando a repressão, em nome da ordem pública", disse em comunicado Souhayr Belhassen, presidente da FIDH. A FIDH, com sede em Paris, foi criada em 1922 e reúne 155 organizações em cerca de 100 países. Coordena e apóia ações para prevenir violações dos direitos humanos. Belhassen acrescentou que a aplicação da lei antiterrorista neste caso é desproporcional e "põe de manifesto a discriminação profunda que ainda existe no Chile contra os povos indígenas, inclusive entre as mais altas autoridades do país". A activista foi condenada em 2001 a 10 anos de prisão por um ataque incendiário a um prédio particular no sul do Chile. Patricia faz greve de fome para exigir, também, a liberdade de outros mapuches condenados pela 'Ley Antiterrorista' - uma norma draconiana ditada pelo ex-ditador Augusto Pinochet (1973-90)." [notícia completa]

MANIFESTANTES A FAVOR DE ACTIVISTA MAPUCHE OCUPAM SEDE DA OIT

Na Ansalatina: "SANTIAGO, 24 JAN (ANSA) - Manifestantes em apoio à activista mapuche, Patricia Troncoso, ocuparam nesta quinta-feira a sede da Organização Internacional do Trabalho, enquanto grupos de direitos humanos se pronunciaram no Palácio dos Tribunais pedindo para que sejam aceites os pedidos da mulher que está em greve que fome há mais de 100 dias. Os actos se somaram à ocupação realizada por seis pessoas desde quarta-feira passada, cujos integrantes também estão em greve de fome, na Catedral de Concepción (500 quilómetros ao sul de Santiago). Eles exigem a libertação da activista mapuche, que está internada no Hospital de Chillán dado seu delicado estado de saúde. A ocupação do edifício da OIT é liderada pelo ex-candidato à presidência Tomás Hirsch, acompanhado de Berna Castro - médico pessoal de Patricia Troncoso - e Eduardo Artés, primeiro-secretário do Partido Comunista, junto a outros 15 manifestantes." [notícia completa]

terça-feira, janeiro 22, 2008

Chile: "GOVERNO ESTUDA MEDIDAS PARA 'SALDAR DÍVIDA' COM MAPUCHES

Na Ansaltina: "SANTIAGO DO CHILE, 22 JAN (ANSA) - O governo de Michelle Bachelet anunciou hoje que estuda medidas para o povo mapuche com a "intenção de saldar a dívida histórica" enquanto esclareceu que aplicará "a lei com rigor" para os que atinjam a "ordem pública". O ministro da Presidência, José António Vieira Gallo, disse que o governo estuda medidas a curto, médio e longo prazo para os mapuches do Chile, com o objectivo de "saldar a dívida histórica" com esse povo. O ministro esclareceu ainda que será aplicada "a lei com rigor, tanto aos que saírem da ordem pública, como àqueles que não respeitarem os direitos indígenas". Viera Gallo expressou que La Moneda está preocupada pela saúde da activista Patrícia Troncoso, que corre risco de morte após permanecer em greve de fome desde 10 de outubro. Nas últimas horas da noite, os médicos lhe aplicaram soro contra sua vontade. Para o ministro, a ativista "já conseguiu seu objectivo de colocar em primeiro plano os problemas do povo mapuche", por isso deveria acabar com essa greve." [notícia completa]

Após 102 dias de greve de fome, líder mapuche é hospitalizada

No Brasil de Fato: "Em greve de fome desde 10 de outubro de 2007, a presa política mapuche Patricia Troncoso Robles pode morrer a qualquer momento. A activista foi condenada a 10 anos de prisão pela Lei Antiterrorista, em vigência no Chile desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). A líder, que já cumpriu cinco anos da pena, foi acusada de provocar um incêndio em dezembro de 2001 numa propriedade da empresa florestal Minenco, no município de Ercilla. No dia 15 de janeiro, a ativista foi transferida para um hospital na cidade de Chillán, próxima de Santiago, contra sua vontade e sem que sua família fosse avisada. Para os familiares, a acção é uma tentativa do governo de Michele Bachellet de diminuir o número de protestos em defesa da causa dos mapuches. Lideranças indígenas e familiares desejavam que Patrícia fosse levada a Santiago, onde há melhores instalações médicas para atendê-la, mas acreditam que isso não foi feito, pois sua presença na capital do país poderia despertar mais solidariedade popular. De acordo com a médica Berna Castro, que a examinou, Patrícia está em grave estado de saúde e corre risco de vida. Os familiares da ativista alegam que não puderam visitá-la e recorreram à Justiça para reverter a medida." [notícia completa]

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Atentado a bomba no Chile é represália a assassinato de mapuche

No Globo Online: "SANTIAGO - Uma ligação anónima advertiu que o atentado desta madrugada contra uma agência bancária é a primeira represália pelo assassinato do estudante universitário mapuche Matías Catrileo, que morreu em um incidente com a polícia em 3 de Janeiro. Uma bomba que provocou danos leves foi colocada em uma agência do banco BCI, no leste de Santiago. "É uma represália, e apenas a primeira, pelo assassinato do huicase (companheiro) Matías Catrileo, e é uma represália contra os donos do país, uma parte dos donos do país são os bancos", disse a pessoa ao telefone, reivindicando o atentado." [notícia completa]

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Manifestantes apóiam activista mapuche em greve de fome no Chile

No Globo Online: "SANTIAGO DO CHILE - Cerca de 200 pessoas fizeram uma passeata nesta quarta-feira, no centro da capital chilena, a favor da activista mapuche Patricia Troncoso, que está presa desde 10 de Outubro e iniciou uma greve de fome. A passeata terminou a duas quadras do Palácio de La Moneda, sede do Executivo. Não houve incidentes." [notícia completa]

domingo, janeiro 13, 2008

Amazónia: Índios atacam e fazem reféns

No Correio da Manhã: "Índios da Normandia, cidade brasileira na selva da Amazónia, fizeram vários reféns numa festa da colheita de arroz. Os índios atacaram com flechas, ferindo um militar e um bombeiro e sequestrando várias pessoas." [notícia completa]

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Violência contra índios ganha contornos de 'genocídio'

No Diário de Notícias do Funchal: "O Conselho Indigenista Missionário (CIMI), uma organização ligada à Igreja Católica que luta pelos direitos dos povos indígenas, advertiu para o maior valor de sempre de vítimas mortais. As 76 vítimas mortais traduzem um aumento de 63% relativamente a 2006. Para o quadro de "genocídeo" concorre os conflitos pela disputa de terras e o "confinamento" de algumas tribos em pequenas áreas geográficas. Em 2006, foram assassinados 48 índios, comparou a organização, que lançará em Abril deste ano um relatório completo sobre a violência contra os povos indígenas, nos dois últimos anos. No ano passado, o maior número de índios assassinados foi no Estado do Mato Grosso do Sul, na região Centro-Oeste, com um total de 48, seguido pelo Estado de Pernambuco, na região Nordeste, com oito vítimas mortais." [notícia completa]

Assassinatos de índios crescem 150% em MS

No JORNALE: "Dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) mostram que o número de assassinatos nas reservas indígenas do Mato Grosso do Sul cresceu 150% em 2007 na comparação com o ano anterior. Entre janeiro e outubro de 2007, 35 indígenas foram mortos em conflitos fundiários ou em episódios relacionados ao consumo de álcool e de drogas. Em todo o ano de 2006, foram 14 homicídios. O Estado é o que tem a segunda maior população indígena do País, com 63 mil pessoas. "Os índios estão confinados em áreas minúsculas, essa é a raiz do problema que se soma à proximidade com as cidades de onde vieram o alcoolismo e as drogas", diz o coordenador técnico do Distrito Sanitário Indígena da Funasa em Mato Grosso do Sul, Zelik Trajber." [notícia completa] [notícia no Globo Online]

Índios lakota em luta pela sua independência

No Diário de Notícias: "Nas duas últimas semanas de 2007, houve uma intensa actividade diplomática em Washington que, no entanto, passou quase despercebida. Um grupo que incluía os dirigentes do Movimento Índio Americano foi recebido no Departamento de Estado e nas embaixadas da África do Sul, Bolívia, Chile e Venezuela, onde explicou os motivos por que deve ser concedida a independência à nação lakota, pedindo ao mesmo tempo apoio para que isso aconteça. O grupo vai continuar as visitas às embaixadas. O actor Russell Means, porta-voz do grupo, diz que as acções do Governo dos EUA invalidaram os tratados assinados com a nação lakota em 1851 e 1868, que os índios estão cansados "de viver num sistema colonial de apartheid" e que a única solução é negociarem a independência." [notícia completa]

quinta-feira, janeiro 03, 2008

AMNISTIA INTERNACIONAL CONDENA REPRESSÃO CONTRA INDÍGENAS

Na Ansa Latina: "SANTIAGO DO CHILE, 3 JAN (ANSA)- Kart Boehmer, presidente da Amnistia Internacional (AI) no Chile, condenou o uso excessivo de força e lamentou a morte do indígena mapuche Matias Catrileo, causada por disparos da polícia, que protegia uma fazenda na região de Vilcún. "Para nós é lamentável a morte ou violação dos direitos humanos de qualquer pessoa, de qualquer idade, condição ou etnia", assegurou Boehmer, enfatizando que "nos preocupa há bastante tempo o uso excessivo da força pública na repressão de certas manifestações políticas de mapuches". [notícia completa]

'Into the West': Mini-série produzida por Steven Spielberg estreia na FOX em Fevereiro

Na GLOBO: "A marcha ao velho oeste norte-americano e a guerra entre índios e brancos é o tema da mini-série "Into The West", que a Fox estreia dia 2 de Fevereiro, sábado, às 18h. Com seis episódios de duas horas cada, a mini-série produzida por Steven Spielberg conta a tomada do Oeste americano sob uma óptica menos explorada: a dos índios." [notícia completa]

Índios declaram guerra contra chefe da Funasa

No Jornal Local Online: "(03.01.08) Declaração feita pelo cacique Aniceto Tsudzavéré Xavante referindo-se a Marley Arantes, chefe da Funasa, em Barra do Garças. O Cacique encaminhou documento ao Ministério Público Federal, à presidência da Funasa denunciando a morte de crianças indígenas culpando a chefia do órgão pelos problemas. Aniceto Tsudzavéré avisou que a exoneração de Marley evitará derramamento de sangue." [notícia completa]

Brasil: No ano passado 35 índios foram assassinados em MS

No Campo Grande News: "Os assassinatos dos índios guarani kaiowa Cleison Vasques, de 29 anos, Celestino Franco, de 62, inauguram em 2008 uma estatística que não dá sinais de redução: a das mortes violentas nas aldeias de Mato Grosso do Sul (MS). De acordo com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), o número de assassinatos nas áreas indígenas triplicou em 2007. Em 2006, houve 14 homicídios em aldeias. Entre Janeiro e Outubro do ano passado, foram registradas 35. Mortes ocorridas nos meses de Novembro e Dezembro ainda não estão no levantamento." [notícia completa]

Índios colombianos se refugiam no Brasil

Na Folha Online: "Um censo inédito feito na fronteira do Brasil com a Colômbia identificou 405 indígenas colombianos de dez etnias, que entraram em território brasileiro fugindo do conflito armado no país vizinho, sobretudo do recrutamento forçado pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os indígenas foram identificados pela Foirn (Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro) em levantamento solicitado pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) no Brasil. Eles fugiram, principalmente, da região colombiana de Mitú, no rio Uaupés, marcada por intensos confrontos." [notícia completa]

Russell Means explica as razões da declaração de independência dos Lakota

[Em inglês]


Mais informação:
Lakota Oyate
Republic of Lakotah

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Lakota – o Kosovo dos EUA

No Pravda: "Enquanto Washington gosta de se intrometer nos assuntos internos da Sérvia, Índios Lakota exigem nação livre e independente e se retiram do Tratado de Fort Laramie que assinaram com os EUA em 1868. Na sua declaração, os Lakota afirmam que "Somos os Lakota das reservas índias Sioux de Nebraska, Dakota Norte, Dakota Sul e Montana, que adoram a liberdade e que se retiraram dos tratados, constituindo assim uma nação independente e livre. Alertamos a Família das Nações que reassumimos a nossa liberdade e independência sob a lei natural, internacional e dos EUA". [notícia completa]

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Indígenas libertam prefeito eleito no sul do México

No Último Segundo: "Oaxaca (México), 31 dez (EFE) - Um grupo de indígenas do estado mexicano de Oaxaca libertou hoje "sem nenhuma condição" o prefeito eleito de um município, após mantê-lo amarrado a uma árvore, informou o secretário de Desenvolvimento Político do Governo estadual, Joaquín Rodríguez. Esta manhã, um grupo identificado com o Partido Revolucionário Institucional (PRI) liderado por Angelina Benítez e Inés Cruz Nava amarrou os pés e as mãos de Heladio Cruz, prefeito eleito do município Trinidad Zaachila, situado cerca de 8 quilômetros ao sul da capital do estado." [notícia completa]

Indígenas prendem prefeito eleito no sul do México para que não tome posse

No Último Segundo: "Oaxaca (México), 31 dez (EFE) - Cerca de 60 indígenas do estado mexicano de Oaxaca mantêm preso desde esta manhã um prefeito eleito e tomaram o controle da Prefeitura para impedir que ele tome posse de seu cargo amanhã, informaram hoje fontes oficiais. "O prefeito está retido, mas já nos transferimos ao local para dialogar com os inconformados", disse à Agência Efe o subsecretário de Desenvolvimento Político do Governo de Oaxaca, Joaquín Rodríguez Palacios." [notícia completa]

domingo, dezembro 30, 2007

Comunidade Yanomami pede a ajuda da chanceler alemã Angela Merkel

Na AFP: "BERLIM (AFP) — A comunidade Yanomami da Amazônia brasileira fez um apelo à chanceler alemã Angela Merkel, que se declara defensora do meio ambiente e dos direitos humanos, para que seja ratificada a convenção da OIT sobre a proteção dos povos indígenas. O porta-voz dos Yanomami, o xamã Davi Kopenawa, lamentou a falta de apoio internacional a sua tribo, em entrevista que será publicada nesta segunda-feira pelo jornal alemão Neue Osnabrucke Zeitung. "Peço a Angela Merkel, aos políticos da Alemanha e aos outros chefes de Governo da Europa a assinar a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege os povos indígenas em nível mundial", afirmou." [notícia completa]

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Tensão entre MST e índios pataxós no sul da Bahia

N'A Tarde Online: "Agrava-se cada vez mais a situação das famílias ligadas ao MST e residente no Assentamento Terra Nova, ocupado no domingo, por cerca de 170 índios pataxós da Aldeia de Guaxuma, em Porto Seguro (a 707 km de Salvador). Os representantes do MST prometem fechar a BR-101, Km-795 perto do povoado de Montinho (município de Itabela), se não houver uma solução imediata. O superintendente do Incra na Bahia, Luiz Gugé, disse que solicitou ao responsável pelo escritório de Itamaraju um relatório sobre a situação no assentamento. O relatório será encaminhado à Procuradoria do Incra para que sejam tomadas as providências necessárias." [notícia completa]

sábado, dezembro 22, 2007

Índios Sioux rompem pactos centenários com EUA

No Diário Digital: "Os índios Lacotas, mais conhecidos por Sioux, romperam com os pactos estabelecidos pelos seus antepassados com os Estados Unidos, alegando que foram violados, anunciaram recentemente representantes da tribo, citados pela imprensa francesa. «Não somos mais cidadãos dos Estados Unidos e todos os que vivem nas regiões dos cinco estados que compreendem o nosso teritório são livres de juntarem-se a nós», disse o representante da tribo, Russell Means, citado pela agência noticiosa France Presse e pelo jornal Le Monde. Os acordos, assinados há mais de 150 anos, representam «palavras sem valor sobre papel sem valor» e foram «violados muitas vezes para roubarem a nossa cultura, a nossa terra e os nossos costumes», segundo a comunidade. O território dos índios Lacotas insere-se nas regiões do Nebrasca, Dacota do Norte e do Sul, Montana e Wyoming, onde vivem os últimos descendentes. Os Sioux, aos quais pertenciam os grandes chefes Sitting Bull e Cavalo Louco, foram a única tribo índia que conseguiu derrotar o Exército norte-americano: foi durante a batalha de «Pequeno Grande Chifre», em 1876, no Estado de Montana." [notícia completa]

sexta-feira, dezembro 21, 2007

«Índios sioux rompem tratados firmados com os EUA há 150 anos»

Na AFP: "WASHINGTON (AFP) — Os indígenas lakota, verdadeiro nome dos sioux, cujos caciques mais famosos foram 'Touro Sentado' e 'Cavalo Louco', romperam os tratados firmados por seus ancestrais com os Estados Unidos há mais de 150 anos, anunciaram nesta quarta-feira representantes da tribo. "Não somos mais cidadãos dos Estados Unidos da América e todos que vivem nas regiões dos cinco estados que compreendem nosso território são livres para se unir a nós", declarou Russel Means em entrevista colectiva em Washington. Segundo Means, serão emitidos passaportes e licenças para dirigir a todos os habitantes do território indígena que renunciarem à cidadania americana." [notícia completa]

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Índios cinta larga pedem fim da exploração de diamantes e mudanças na atuação da PF

Na Agência Brasil: "Brasília - Líderes indígenas da etnia Cinta Larga se reuniram hoje (20) com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, para apresentar reivindicações que envolvem o desenvolvimento da comunidade na Terra Indígena Roosevelt, em Rondônia. A pauta de reivindicações contém dez itens. Entretanto, os índios deram destaque na reunião para o fim da exploração de diamantes na terra indígena e para mudanças na actuação da Polícia Federal no local. Os indígenas também sugeriram projectos de desenvolvimento sustentável a fim de fornecer alternativas de sobrevivência à população." [notícia completa]

Delegada desmente denúncia sobre abuso sexual de crianças indígenas no Amapá

Na Agência Brasil: "Brasília - Em audiência fechada na Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Amapá, a delegada da Polícia Civil Janete Picanço negou hoje (20) denúncia supostamente feita por ela mesma de que meninas indígenas estariam sendo exploradas sexualmente por garimpeiros na Serra do Navio. As meninas indígenas seriam da etnia Aramirã, da comunidade Tucano 2. A denúncia foi levada à Assembléia Legislativa na última sexta-feira (14) pelos deputados estaduais Paulo José (PR) e Camilo Capiberibe (PSB)." [notícia completa]

Índios ameaçam tocar fogo em delegacia de Mirante da Serra

No Portal da Amazónia: "PORTO VELHO - Um grupo de aproximadamente 60 índios pertencentes a tribo dos Uru-Eu-Wau-Wau ameaçaram tocar fogo no prédio da Delegacia de Polícia Civil do município de Mirante da Serra (RO). O motivo da revolta é a Polícia Militar prendeu na semana passada um índio que conduzia uma motocicleta com placa adulterada. A Polícia consultou o sistema de veículos (Renavan) e descobriu que o veículo estava com a placa pertencente a outra motocicleta. O delegado Cristiano Lopes Ferreira determinou que a moto ficasse retida para maiores averiguações e que o índio fosse liberado." [notícia completa]

Amnistia faz campanha pela segurança de índios em MS

No Campo Grande News: "Em Novembro a Amnistia Internacional lançou uma campanha na tentativa de garantir a integrigade física dos índios guarani kaiowá de Ñanderu Marangatu, área no município de António João. A entidade, uma das principais organizações de defesa dos direitos humanos no mundo, chama a medida de "Acção Urgente", uma das técnicas utilizadas para mobilizar seus membros e simpatizantes em mais de 70 países." [notícia completa]

Índia da Amazónia foi detida no aeroporto

No Diário de Notícias: "A índia da tribo da Amazónia que, em Setembro último, foi extraditada para o Brasil depois de ter pedido asilo político ao Governo português, foi ontem detida novamente pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) quando desembarcava no aeroporto de Lisboa. As amigas de Braga, cidade onde Kaynã Menezes de Pereira viveu, garantem que ela regressou para divulgar a cultura indígena. Mas, segundo o seu advogado, ela não pode entrar no País durante cinco anos." [notícia completa]

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Cacique diz que índios só reagiram à invasão de aldeia em Tocantins

Na Folha Online: "O cacique da aldeia Buriti, em São Bento do Tocantins (TO), onde quatro homens foram mortos no sábado, disse ontem que os índios apenas se defenderam da invasão à reserva apinajé. Na ocasião, cinco pessoas encapuzadas e armadas, incluindo dois secretários da Prefeitura de Cachoeirinha (TO), entraram na aldeia para retomar um trator da administração municipal que havia sido retido pelos índios em um protesto. Quatro acabaram mortos a pauladas. Segundo o cacique Oscar Fernandes Apinajé, os invasores entraram na reserva atirando, o que obrigou os índios a revidar ao ataque. "Ou morre ou se protege", disse à Folha." [notícia completa]