sábado, junho 10, 2017

Uma semana com Ládio Veron

O cacique guarani kaiowá Ládio Veron esteve uma semana em Portugal no quadro de uma visita a vários países europeus destinada a esclarecer a situação do seu povo, denunciar os constrangimentos que sufocam a luta que ele trava pela sobrevivência e a recuperação das terras ancestrais, e criar uma rede solidária que pressione as autoridades brasileiras a cumprirem o que está acordado nesse sentido ou a apressarem, entre outros dossiers, o processo de demarcação de terras. Filho de Marco Veron, cacique assassinado em 2003 no regresso de uma missão igual, Ládio teve encontros com organizações da sociedade civil e representantes de partidos políticos para esclarecer o drama dos guaranis kaiowás e de outras etnias, das mais de 300 que tem o Brasil, empurrados, perseguidos e mortos por fazendeiros e cúmplices. Em Algés, na Fábrica de Alternativas, no Porto, com o Partido Pessoas-Animais-Natureza, e em Coimbra, no Centro de Estudos Sociais, contou como os direitos dos guaranis são atropelados e os penosos momentos que a sua luta atravessa num Brasil a braços com um governo pouco sensível às causas dos povos originários, em particular os do Mato Grosso do Sul, um estado pejado de conflitos e vítimas. Ládio Veron enquadrou em todas as intervenções a luta particular dos guaranis kaiowás no drama geral dos povos nativos, incluindo os de outros países da região. Em baixo, cartazes alusivos à visita do cacique guarani e o registo fotográfico de algumas das iniciativas em que esteve retirados das redes sociais.












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