sábado, junho 13, 2009

Bahia: fazendas e hotéis de luxo estariam em terra indígena

No Globo: "SALVADOR - Cresce a tensão entre índios e proprietários de imóveis no sul da Bahia. A disputa por terras já dura anos e piorou depois do último relatório da Fundação Nacional do Índio (Funai), que indicou quase 50 mil hectares como área indígena. Casas, fazendas, condomínios e hotéis estão em áreas que pertenceriam aos Tupinambás - cerca de 3 mil índios que vivem entre os municípios de Buerarema, Una e Ilhéus. A área em questão reúne mais de 600 propriedades. A maioria produz cacau. Todas têm títulos de propriedade dados pelo governo do estado entre as décadas de 70 e 80. Parte da área que os índios querem ocupar é a Estância Hidromineral de Olivença, em Ilhéus. Pousadas, casas de veraneio e até o balneário Tororomba também estariam em terras indígenas." [notícia completa]

Índios de Roraima voltam a denunciar garimpo ilegal

No Portal Amazónia: "BOA VISTA - A Hutukara Associação Yanomami (HAY) voltou a denunciar à Fundação Nacional do Índio (Funai) o crescimento da atividade garimpeira na terra indígena Yanomami, a noroeste de Roraima. As informações são do site Amazônia.org. Os índios dizem temer que a exploração mineral observada atualmente na reserva se iguale ao que foi registrado na década de 80, quando cerca de 45 mil garimpeiros atuavam ilegalmente na região. A presença deles resultou em mortes, epidemias e degradação ambiental." [notícia completa]

sexta-feira, junho 12, 2009

«Q'orianka Kilcher apoya causa de indigenas peruanos»

Fumigação de plantações de coca arrisca sustento de indígenas na Colômbia

No G1: "Bogotá, 12 jun (EFE).- O sustento de mais de 1.100 famílias do povo indígena Awa corre risco devido à fumigação aérea de plantações de coca no sudoeste da Colômbia, advertiu hoje uma organização não-governamental. Os indígenas moram em oito comunidades que estão perdendo seus cultivos por causa da dispersão aérea do defensivo agrícola glifosato, segundo um relatório da Unidade Indígena do Povo Awa (Unipa)." [notícia completa]

Indígenas protestam contra repressão violenta no Peru

No Estadão: "LIMA - Centenas de indígenas bloquearam nesta quinta-feira, 11, uma estrada e um porto fluvial no Peru. A ação faz parte de uma greve nacional convocada para exigir a revogação definitiva dos decretos conhecidos como "leis da selva" e protestar contra a repressão policial ocorrida na semana passada. Uma série de protestos de comunidades indígenas foi deflagrado em 9 de abril após a aprovação de leis que permitem a exploração de gás e petróleo por empresas multinacionais na região amazônica e enfraqueceriam seus direitos sobre terras ancestrais. Na última sexta-feira, 5, um violento confronto entre policiais e manifestantes deixou 34 mortos dos dois lados." [notícia completa]

Morales diz que protestos indígenas são uma lição para o Peru

No Globo: "HAVANA - O presidente boliviano, Evo Morales, disse que os protestos indígenas no Peru contra uma lei de investimentos na Amazônia são "uma grande lição" para entender as queixas ambientais dos povos indígenas, conta o jornal El Comercio."
[notícia completa]

quinta-feira, junho 11, 2009

«Pocahontas» se une a indígenas peruanos e pede respeito ao povo

No G1: "Lima, 11 jun (EFE).- A atriz de origem peruana Q'Orianka Kilcher, que protagonizou com Colin Farrell o filme "O Novo Mundo", chegou hoje a Lima para expressar apoio às reivindicações dos indígenas da Amazônia do Peru. Kilcher, cuja mãe é suíça e o pai, peruano, manifestou no aeroporto internacional rejeição às ações do Governo contra os indígenas, que protestam contra leis que consideram prejudiciais a seus interesses. A atriz apareceu diante dos jornalistas com uma fita adesiva tapando a boca, na qual tinha escrito a frase "respeitem o povo", em inglês. Acompanhada da mãe, ela afirmou que "a floresta não se vende, a floresta se defende". [notícia completa]

Indígenas peruanos bloqueiam estrada e porto em ato contra repressão

No G1: "Lima, 11 jun (EFE).- Centenas de indígenas bloquearam hoje uma estrada e um porto fluvial na floresta do Peru como parte de uma greve nacional convocada para exigir a revogação definitiva dos decretos conhecidos como "leis da selva" e em protesto contra a repressão policial registrada na semana passada. Vários grupos de índios começaram uma mobilização pacífica em uma etapa da estrada na cidade selvática de Yurimaguas, na região de Loreto, disse à Agência Efe um porta-voz policial. Segundo o jornal "La República", cerca de dois mil agentes da Polícia especializada rodeavam as cidades divisórias na faixa tomada pelos indígenas." [notícia completa]

Peru: Parlamento suspende decreto-lei contestado pelos índios da Amazónia

No Correio do Minho: "O Parlamento do Peru, reunido em sessão extraordinária, suspendeu ontem o decreto-lei sobre a exploração florestal no nordeste da Amazónia, diploma que originou na semana passada violentos confrontos entre as comunidades indígenas da região e a polícia. A suspensão por 90 dias do decreto-lei 'Lei florestal e fauna selvagem' foi aprovado por uma maioria de 59 votos. Pelo menos 34 pessoas morreram na semana passada nos confrontos entre as forças policiais peruanas e as tribos índias, que protestavam contra a exploração de petróleo e gás natural nos seus territórios." [notícia completa] [notícia no Estadão e no Globo]

Isolado, último sobrevivente de tribo foge dos brancos em Rondônia

No Globo Amazónia: "O último sobrevivente de uma tribo supostamente massacrada pelos brancos vive escondido em uma área de floresta no sudoeste de Rondônia. Conhecido como “índio do buraco”, ele evita o contato com brancos, e é acompanhado passo-a-passo por uma equipe da Funai, que tenta protegê-lo. No meio da floresta, marcas em árvores, vestígios de uma retirada de mel e cabanas de palha indicam que o índio continua vivo. Cada casa construída por ele esconde um buraco quadrado, profundo, que ainda é um mistério para os pesquisadores." [notícia completa]

quarta-feira, junho 10, 2009

Indígenas bolivianos pedirão asilo a dirigentes nativos do Peru

No G1: "La Paz, 9 jun (EFE).- Os moradores de Achacachi, no planalto boliviano, pedirão ao Governo Evo Morales que outorgue asilo aos dirigentes indígenas peruanos envolvidos no conflito na região amazônica do país. Em entrevista à emissora de TV estatal, o prefeito de Achacachi, Eugenio Rojas, confirmou hoje que fará o pedido, e assinalou que a solicitação será formulada ao Governo e à Chancelaria boliviana. "Nós vamos oferecer estadia (aos líderes indígenas peruanos) em nossas comunidades de Achacachi", afirmou Rojas." [notícia completa]

Ministra peruana renuncia e Nicarágua dá asilo a líder indígena

No Estadão: "TARAPOTO, Peru - A ministra peruana da Mulher, Carmen Vildoso, apresentou sua renúncia ao presidente Alan García na noite de segunda-feira por desacordo com relação à forma como o governo lidou com os brutais confrontos entre policiais e indígenas nos quais mais de 30 pessoas morreram. Nesta terça-feira, 9, o governo da Nicarágua informou que concedeu asilo político ao líder indígena Alberto Pizango, que é indiciado pelo governo por promover confrontos que deixaram 32 mortos na Amazônia peruana." [notícia completa]

Onze milhões salvam Shell do tribunal

No Diário de Notícias: "Em 1995, dias antes de ser enforcado, por ordem de um tribunal, o activista nigeriano Ken Saro-Wiwa jurou: "Um dia a Shell será levada à justiça." Catorze anos depois, a profecia do condenado quase se concretizou. A petrolífera holandesa não se sentou no banco dos réus para responder pela "guerra suja contra o povo Ogoni" - do Delta do Níger. Mas, pode dizer-se que teve de pagar o preço. Num acordo de última hora para evitar o julgamento por cumplicidade na violação de direitos humanos, a Shell aceitou pagar 15,5 milhões de dólares (quase 11 milhões de euros) às famílias de Saro-Wiwa e outros oito activistas mortos às ordens do regime militar nigeriano na década de 1990. O gigante petrolífero afirmou a sua inocência e disse que o pagamento é um esforço de "reconciliação". Mas defensores dos direitos humanos vêem na sua cedência um marco na luta para responsabilizar as grandes multinacionais por abusos sociais e ambientais." [notícia completa]

Bolívia rejeita envolvimento de Morales na crise peruana

No Globo: "LA PAZ (Reuters) - A Bolívia criticou na terça-feira o governo peruano por ter acusado o presidente Evo Morales de estimular indiretamente os recentes protestos indígenas que deixaram dezenas de mortos. A troca de acusações entre La Paz e Lima ameaça novamente turvar as relações entre os dois vizinhos. O vice-presidente boliviano, Álvaro García, disse que o governo peruano busca um pretexto contra seus problemas internos, que ficaram evidentes com os protestos em que grupos indígenas rejeitam uma nova lei de investimentos, que segundo eles ameaçaria seus territórios." [notícia completa]

Crianças indígenas enfrentam dificuldade no acesso a educação

No Estadão: "BRASÍLIA - Relatório divulgado nesta terça-feira, 9, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alerta que, embora a educação no Brasil tenha melhorado, a situação de alguns grupos ainda é vulnerável "quando se trata do pleno exercício do direito de aprender". Crianças e adolescentes indígenas, quilombolas, com deficiência ou que vivem no campo são as que enfrentam mais dificuldade para ter acesso à educação, segundo mostra o relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender. Segundo o Unicef, dados do Censo Escolar 2007 mostraram a dificuldade de progressão nos estudos das crianças com deficiências. "Enquanto 70,8% cursam o ensino fundamental, apenas 2,5% estão no ensino médio". [notícia completa]

terça-feira, junho 09, 2009

Shell to Pay Out $15.5 Million to Settle Landmark Lawsuit over Death of Nigerian Activist Ken Saro-Wiwa


Excerto do programa Democracy Now sobre a notícia do acordo extrajudicial entre a Shell e familiares de Saro-Wiwa e outros oito manifestantes enforcados em 1995 pelo regime militar da Nigéria.

Repórteres exibem conflito entre policiais e indígenas no norte do Peru

No Ambiente Já: "O repórter Martín Arredondo e o cinegrafista Orlando Cánepa, do programa Punto Final, da emissora peruana Frecuencia Latina, acompanharam o conflito entre policiais e indígenas da etina Awaju, que ocorreu em 5 de junho de 2009, na localidade de Bagua, no norte do Peru, na região amazônica." [notícia completa]



Líder índio Alberto Pizango refugia-se na Embaixada da Nicarágua

Na RTP: "Lima, 09 Jun (Lusa) - O líder rebelde índio Alberto Pizango, que se encontrava na clandestinidade desde sexta-feira, refugiou-se na Embaixada da Nicarágua em Lima, informou na segunda-feira o primeiro-ministro peruano, Yehude Simon. A informação foi prestada por Simon a uma comissão parlamentar que está a debater as violências ocorridas em Bagua, a cerca de mil quilómetros a norte de Lima, onde os confrontos entre índios e polícias deram origem a 35 mortos (14 polícias e 11 índios) na sexta e sábado passados." [notícia completa] [no Estadão]

Massacre na Amazônia peruana resulta em saída de ministra

No RondoniaDinamica: "O confronto entre populações indígenas no Peru e o governo peruano culminaram, ontem (8), na renúncia da ministra peruana da Mulher e do Desenvolvimento Social, Carmen Vildoso, que saiu da pasta diante dos violentos conflitos entre indígenas e policiais, ocorridos em Bagua - região da Amazônia peruana - no final de semana e que deixaram pelo menos 33 mortos, entre nativos e militares. Segundo informações da imprensa local, o motivo de sua renúncia foi o desacordo da então ministra frente à maneira que o Executivo enfrentou o conflito amazônico. O conflito que culminou nas mortes começou na sexta-feira (5), quando policiais tentaram desbloquear uma rodovia que estava ocupada havia várias semanas por milhares de indígenas." [notícia completa] [no Estadão]

Após dezenas de mortes, governo peruano e indígenas trocam acusações

No G1: "Após o confronto entre a polícia e indígenas na região de Bagua, na porção amazônica do Peru, que deixou mais de trinta mortos, governo e manifestantes trocam acusações de intransigência. Na sexta-feira (5), mais de 30 policiais e indígenas morreram em enfrentamento em Bagua. Índios de toda a região amazônica do Peru estão mobilizados contra decretos do presidente Alan Garcia que permitem a exploração por empresas estrangeiras de madeira e minérios, em especial petróleo, em terras indígenas." [notícia completa]

Nigéria: Shell paga para evitar julgamento morte escritor

No Diário Digital: "A companhia petrolífera anglo-holandesa Shell, acusada de cumplicidade no assassínio de um escritor nigeriano em 1995, pagou 15,5 milhões de dólares para resolver o litígio na Justiça, declararam os queixosos num comunicado. «Os queixosos chegaram a acordo no seu litígio com a companhia Shell», declararam os advogados norte-americanos de um grupo de vítimas do antigo governo militar da Nigéria. Várias audiências preliminares deste processo inédito foram adiadas nas últimas semanas sem qualquer explicação. A Shell é acusada de cumplicidade com o regime militar do presidente Sani Abacha, no poder na Nigéria, no enforcamento do escritor e militante ecologista Ken Saro-Wiwa num julgamento descrito como uma farsa." [notícia completa]

Shell paga 15,5 milhões de dólares em acordo extra-judicial de violação dos direitos humanos

No PÚBLICO: "A gigante petrolífera multinacional Shell acordou pagar 15,5 milhões de dólares num acordo extra-judicial do processo em que estava demandada por cumplicidade em casos de violação dos direitos humanos, incluindo a morte do escritor nigeriano e activista ambiental Ken Saro-Wiwa, em 1995, pelo regime militar que na altura governava o país. O valor da indemnização, paga aos familiares de Saro-Wiwa e outros oito manifestantes enforcados na sequência dos protestos feitos, foi confirmado pelos advogados de ambas as partes. O acordo surge quando o caso – que se arrasta há mais de uma década – estava prestes a ser levado a julgamento num tribunal de Manhattan, co-patrocinado pela organização nova-iorquina Centro para os Direitos Constitucionais. O processo foi fundado numa lei norte-americana de 1789 que exige às empresas com uma presença substancial nos Estados Unidos que respeitem as leis deste país em qualquer parte do mundo. A Shell era acusada de cumplicidade com o regime militar do então Presidente Sani Abacha nos enforcamentos do escritor e dos outros oito activistas, que foram condenados num julgamento considerado uma farsa. Saro-Wiwa, fundador do muito popular Movimento para a sobrevivência do povo Ogoni, conseguira fazer com que a Shell suspendesse as suas actividades no Sul da Nigéria, acusando a multinacional de poluir o ambiente e de justificar a presença dos militares no Delta do Níger." [notícia completa]

Indígenas peruanos recebem apoio de organizações e entidades de países vizinhos

Na Adital: "Na última sexta-feira (5), a forte repressão do governo peruano contra os indígenas amazônicos que protestavam em Bagua, no Peru, resultou em mais de 30 mortos, entre indígenas e policiais. O massacre gerou grande repercussão entre entidades e organizações de diversos países, as quais preparam mobilizações em solidariedade à população amazônica do Peru. Na Colômbia, organismos defensores dos direitos humanos, organizações e instituições sociais reúnem-se hoje (8), às 14h30, em frente à Embaixada do Peru, em Bogotá. O encontro tem o objetivo de rechaçar os massacres promovidos pelo governo peruano e de respaldar a luta indígena em defesa da vida, dos direitos humanos, da terra e da biodiversidade amazônica." [notícia completa]

segunda-feira, junho 08, 2009

Juíza nega perseguição a indígenas pela Justiça de Mato Grosso do Sul

Na Agência Brasil: "São Paulo - A juíza da 1ª Vara Criminal de Dourados, Dileta Terezinha Souza Thomaz, negou que haja perseguição a indígenas no Mato Grosso do Sul por parte da Justiça Estadual e da polícia do estado. “A Justiça Estadual cumpre rigorosamente a lei, não há discriminação de espécie nenhuma, tem todo respeito pelo cidadão indígena”, ressaltou. Terezinha destacou que as evidências recolhidas pela polícia são analisadas pela promotoria e depois submetidas ao juiz e que, por esse motivo, “mesmo que a autoridade policial quisesse imputar algo mais sério para o índio não iria conseguir”. [notícia completa]

«Estamos em guerra», alertam índios após assembleia

No Campo Grande News: "A comunidade guarani-kaiowá concluiu três dias de reuniões em Juti proclamando: “Estamos em Guerra”. Documento assinado pelas lideranças durante o Aty Guasu (assembléia indígena), denuncia truculência de fazendeiros, fraude da Polícia Federal e morosidade na demarcação de terras, elementos que na avaliação deles carrega ainda mais de tensão uma disputa já cercada de violência em Mato Grosso do Sul. “Somos um povo pacífico. Porém essa realidade faz com que o nosso povo viva o maior índice de violência contra os povos indígenas do Brasil. Temos a pior situação de demarcação de terras indígenas do Brasil, menos de 1% do território do Estado de Mato Grosso do Sul, para a segunda maior população indígena do País, em comparação, vemos outros Estados da Federação, que produzem mais e cuja porção de terra indígena passa dos 10% do território”, reclamam em documento assinado ao fim da reunião." [notícia completa]

«Alan Garcia e o processo genocida no Peru»

Do CIMI: "O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) encontra-se estarrecido com o assassinato de mais de 60 pessoas, dentre elas 30 indígenas do povo Awajun, que vive na Amazônia peruana. Parece impossível imaginar que, em pleno século 21, ocorra tal massacre genocida. No entanto, os fatos dos últimos dias no Peru revelam a face mais cruel de um processo colonialista continuado e atualizado com toda infâmia e violência contra os povos originários destas terras, os povos indígenas.
Infelizmente, o ataque contra os Awajun não é um fato isolado. Esse massacre é revelador da barbárie que a civilização das armas e da morte utiliza para continuar o saque dos recursos naturais, a invasão dos territórios indígenas e a negação dos direitos fundamentais desses povos. Trata-se de uma afronta às leis peruanas e aos acordos internacionais que garantem a esses povos suas terras e o usufruto dos recursos naturais.
Os indígenas foram assassinados durante mobilizações contra o Tratado do Livre Comércio (TLC) do Peru com os Estados Unidos, que possibilitará a invasão de terras indígenas e a exploração indiscriminada dos recursos ambientais. O governo do presidente Alan Garcia desrespeitou a Convenção n.169 da Organização Internacional do Trabalho, ao aprovar leis para o Tratado sem consultar os povos indígenas. Em protesto, os indígenas fizeram um ato numa estrada, onde foram violentamente reprimidos.
Esse fato é uma demonstração inequívoca do processo de criminalização e violência a que estão sendo submetidos a maior parte dos povos indígenas nas Américas, em Abya Yala. No Brasil, também há lideranças indígenas sendo assassinadas, presas e levadas aos tribunais, apenas por defenderem os direitos de seus povos.
O Cimi, como entidade solidária aos povos indígenas e defensor de uma outra América possível, externa sua total solidariedade ao povo Awajun e a todas as vítimas da atrocidade do Governo peruano. O Conselho se compromete a lutar para que esse genocídio seja julgado em fóruns internacionais. Nesse sentido, reforça a denúncia aos organismos internacionais e solicita, em especial à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) a tomar as providências cabíveis em relação a mais esse atentado contra à vida dos povos indígenas.
Esse fato também nos compromete cada vez mais a lutar contra todas as injustiças e violências a que estão submetidos os povos indígenas no Brasil, na Abya Yala e no mundo.
Conselho Indigenista Missionário
Brasília, 7 de junho de 2009"

domingo, junho 07, 2009

Peru: 34 mortos em manifestações indígenas

Na AFP: "LIMA, Peru (AFP) — O governo peruano elevou a 34 o número de mortos, deles 23 policiais e 11 civis, nas violentas manifestações de povos indígenas na selva norte do Peru, informou à AFP o ministro da Defesa, Antero Flores Aráoz.
"Há 23 policiais e 11 nativos mortos, isso é o que posso certificar oficialmente", disse o ministro por telefone à AFP." [notícia completa]

Indígenas colombianos rejeitam «assassinato de 25 irmãos» peruanos

No G1: "Bogotá, 6 jun (EFE).- A Organização Indígena da Colômbia (Onic) rejeitou hoje "o assassinato de 25 de seus irmãos" e consideraram a ação do Governo peruano como "um massacre e uma violação flagrante à vida dos povos indígenas". Além disso, exigiram do presidente peruano, Alan García, que cesse imediatamente "a repressão e o massacre" de indígenas, enquanto que às autoridades militares e civis pediram para garantir o respeito e a proteção da vida. [notícia completa]

sábado, junho 06, 2009

Sequestro de policiais no Peru acaba com 9 mortos e 7 desaparecidos

No G1: "Lima, 6 jun (EFE)- Nove policiais peruanos morreram e outros sete estão desaparecidos dentre os 38 que foram sequestrados na sexta-feira por um grupo de indígenas na região de Bagua, palco de violentos confrontos ontem, informou hoje o ministro da Defesa do Peru, Antero Flores-Aráoz. Os outros 22 agentes retidos foram libertados com vida por forças de segurança, explicou Flores-Aráoz em declarações à "Rádio Programas del Perú" (RPP). O chefe do Estado-Maior da Polícia Nacional, Miguel Hidalgo, declarou à "RPP" que nove policiais "foram mortos pelos indígenas" e que há um gravemente ferido." [notícia completa] [no Estadão]

Nove polícias mortos em revolta indígena na selva peruana

No SOL: "Pelo menos nove polícias foram executados por indígenas na Amazónia, que protestavam contra um projecto para explorar reservas petrolíferas situadas em solo sagrado para as tribos. Mais de 30 pessoas já morreram em confrontos. Os agentes da polícia peruana encontravam-se sequestrados há mais de 24 horas na zona de Bagua Grande, e foram mortos durante uma tentativa de resgate. Outros sete polícias desapareceram durante a batalha. A região indígena, no norte amazónico, tem sido palco de violentos protestos por parte dos habitantes que se opõem à exploração dos recursos petrolíferos da aéra." [notícia completa] [no PÚBLICO]

Violência entre índios e polícia faz pelo menos trinta mortos

Na RTP: "Lima, Peru, 05 Jun (Lusa) - Pelo menos 30 pessoas morreram em confrontos entre a polícia e tribos índias no Perú que protestavam contra a exploração de petróleo e gás natural nos seus territórios, revelaram hoje fontes policiais e tribais. A violência deu-se durante a madrugada, quando agentes da polícia tentaram dispersar uma barricada montada numa estrada por cerca de cinco mil índios numa área chamada Curva del Diablo, na província nortenha de Utcubamba." [notícia completa]

Confrontos na Amazônia peruana matam 25 indígenas e 9 policiais

No G1: "Lima, 5 jun (EFE)- Pelo menos 25 indígenas e nove policiais morreram hoje devido aos confrontos registrados durante o desbloqueio de uma estrada na Amazônia peruana após um protesto contra uma série de decretos legislativos, segundo um novo balanço oficial. A ministra do Interior peruano, Mercedes Cabanillas, informou à "Rádio Programas del Perú (RPP)" que o número de policiais mortos subiu para nove, enquanto que o Colégio Médico de Chachapoyas, na região dos confrontos, afirmou que o número de indígenas falecidos chegou a 25. O diretor da Polícia peruana, José Sánchez, declarou ao "Canal N" que também há 45 soldados feridos, dos quais 19 têm marcas de bala." [notícia completa]

sexta-feira, junho 05, 2009

«El 'Far West' del Amazonia»

No El País: "El enfrentamiento entre indios y vaqueros del Lejano Oeste revive en la Amazonia brasileña. EL PAÍS SEMANAL viaja este domingo al corazón del conflicto. Narración: GEMMA NIERGA" [Vídeo]

quinta-feira, junho 04, 2009

ISA lança site de povos indígenas para o público infanto-juvenil

No Instituto Socioambiental: "Destinado à pesquisa escolar, o novo site Povos Indígenas no Brasil (PIB) Mirim mostra a diversidade cultural desse povos de forma didática e em linguagem acessível. Uma das formas encontradas pela equipe do ISA para despertar o interesse das crianças foi a criação da Aldeia Virtual - jogo online com referências reais sobre diferentes etnias com o qual eles podem interagir e se sentir parte daquele ambiente. O site PIB Mirim entra no ar com conteúdo preparado especialmente para as crianças sobre as culturas dos povos indígenas no Brasil. Por meio de material destinado à pesquisa escolar, no qual temas centrais se desdobram em uma série de questões organizadas pela equipe do Instituto Socioambiental (ISA), e do espaço Aldeia Virtual - jogo online situado em uma aldeia circular no Cerrado brasileiro - pretende-se apresentar a diversidade de povos, romper com a idéia do "índio genérico" e despertar o interesse e o respeito das crianças às culturas indígenas existentes no Brasil. Tudo isso escrito em linguagem acessível para o público infanto-juvenil." [notícia completa]

quarta-feira, junho 03, 2009

Peru: Polícia tenta desalojar índios

No Destak: "Vários contingentes da polícia peruana foram enviados, terça-feira, à região de Cuzco, no Sudeste do país, para desalojar os índios que tomaram pacificamente os jazigos de gás de Camisea. Segundo o chefe da Polícia em Cuzco, o general César Octavio Founmet, os agentes enviados para o distrito de Echarate "vão dialogar com os nativos para que mudem de atitude". O responsável acrescentou que os índios não serão mais do que 150 e assegurou que, até ao momento, não utilizaram a violência, embora tenham ameaçado cortar o abastecimento de gás e os cabos de fibra óptica." [notícia completa]

segunda-feira, junho 01, 2009

Pecuaristas invadem terras indígenas e áreas embargadas na Amazônia

No G1: "A terra indígena dos Apyretewas, no Pará, está sendo comida pelas bordas. O território de 7.700 km² tem cerca de 1.200 invasões de pessoas que derrubam a mata para criar gado, segundo a Funai. A reserva fica nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu. Uma equipe do Fantástico convidou alguns membros da aldeia para sobrevoar o local, e eles ficaram espantados com os imensos buracos na floresta." [notícia completa]

Povos indígenas do continente americano debatem formas de entender o mundo

No Terra Brasil: "Cosmovisão, identidades e espiritualidades são os temas de uma das mesas mais procuradas da IV Cúpula Continental dos Povos e Nacionalidades Indígenas do Abya Yala, que se encerra amanhã (31), em Puno, no Peru. Participaram desse painel representantes de diferentes povos e comunidades das três Américas. Uma das palestrantes, a antropóloga Maristela Sousa, da Articulação de Mulheres Indígenas do Mato Grosso, explica que cosmovisão é toda a vida do povo. "Os povos indígenas não separam o que é a vida social, o que é a vida material, o que é a vida cultural e social. Toda essa questão da sociedade e da vida da pessoa gira em torno dos princípios mitológicos. Os mitos de origem dão a grande dinâmica para a vida do povo. Religião, cultura e vida em sociedade estão interligadas", diz." [notícia completa]